Tu não sabes o quanto eu quero estar contigo...
Por completo eu dedico-te, moça, minh’alma;
Sem rimas imponentes agora, eu te digo,
Somente a solidão da noite fria e calma
Na qual eu permaneço sem ti ao meu lado,
Sendo que eu gostaria de beijar-te a boca,
Sendo que eu gostaria de deixar-te louca,
Pois, sabes, sou um voraz poeta apaixonado...
Tu não sabes o quanto eu quero estar contigo...
Nem ao menos eu durmo, de tanto que penso
Na direção antártica que por ti sigo,
Pois és a minha bússola de amor intenso,
E seguindo-te eu vou pelos sete oceanos,
Percorro os sete céus, também os sete infernos,
Combato as forças gélidas dos frios invernos
E posso te esperar por um milhão de anos...
Tu não sabes o quanto eu quero estar contigo...
Sou solitário como a Lua lá do céu,
Rodeado de estrelas que não são abrigo,
Sempre a esperar que a luz do Sol me tire o véu
Da vista entorpecida que tenho do mundo,
E eu sei que o Sol virá, sei que virás, meu Sol,
Sei que virás, seguro porto e são farol,
Mas não posso esperar sequer mais um segundo...









